Desde 2010

+15 Anos de Olhar Autoral

“Palcos, ruas e sabores”

A Origem

Uma Escola Chamada Vida Real

Sobre Yan

Fotografo porque acredito que toda imagem guarda uma história.

Nasci em 7 de janeiro de 1979, em Campinorte, no interior de Goiás.
Minha história com a fotografia começou quando eu tinha 16 anos.
Naquela época, eu via os fotógrafos da minha cidade chegando às igrejas aos sábados para registrar os casamentos. Eu ficava observando aquelas câmeras, aquelas pessoas e toda aquela movimentação.
Eu queria ser fotógrafo.
Comecei então a estudar fotografia pelo Instituto Universal Brasileiro, pelos Correios. Foi ali que descobri a magia de transformar um instante em imagem.
Eu ainda não sabia onde aquela paixão iria me levar.
Mas já sabia que queria passar a vida olhando.

Uma vida feita de reinvenções

A fotografia esteve comigo por muitos caminhos.
Em 2010, depois de algumas mudanças importantes na minha vida e de enfrentar períodos difíceis, consegui finalmente fazer da fotografia minha profissão.
Durante quase uma década, fotografei casamentos e retratos.
Foram anos fundamentais para construir meu olhar.
Aprendi a observar pessoas, gestos, silêncios, emoções e tudo aquilo que acontece diante da câmera mas também tudo aquilo que acontece antes e depois dela.
Foi uma escola de vida real.
Com o tempo, porém, percebi que precisava mudar.
Minha fotografia já não queria estar no mesmo lugar.
Eu sempre fui apaixonado por gastronomia e comecei a estudar o universo da fotografia de alimentos e da fotografia gastronômica.
Não queria ser chef.
Queria continuar sendo fotógrafo, mas encontrar uma nova maneira de contar histórias através da comida, dos espaços, das pessoas e das marcas.
Foi dessa reinvenção que nasceu a Mesa de Cria.
Hoje, através dela, trabalho com bares e restaurantes ajudando esses negócios a se posicionarem melhor no mundo digital por meio de fotografia, vídeo e direção de imagem.

Palcos, ruas e sabores

Mas existe uma outra fotografia que nunca deixou de existir dentro de mim.

Eu gosto de pessoas.
Gosto de histórias.
Gosto de lugares.
Gosto mais de pessoas do que de coisas.

Me interessam as paisagens, os retratos, as arquiteturas, a gastronomia, os palcos, as cidades e principalmente aquilo que acontece no cotidiano e muitas vezes passa despercebido.

As sombras.
As cores.
Os contrastes.
O lúdico.
A simplicidade.
A vida acontecendo sem pedir licença.
É isso que procuro fotografar.

A fotografia como registro

Acredito que a fotografia é um registro histórico.
Por trás de cada fotografia existe uma grande história.

Uma pessoa estava ali.
Um lugar existia daquele jeito.
Uma determinada luz aconteceu.
Uma cidade tinha aquela aparência.
Uma mesa estava posta.
Um artista estava no palco.
Alguém olhou para a câmera.
E então o tempo passou.

A fotografia é uma maneira de impedir que aquele instante desapareça completamente.

É uma forma de guardar aquilo que talvez ninguém mais pare para olhar.

Safra 79

Em algum momento, percebi que precisava criar um lugar para essa fotografia que não nasceu de uma demanda de cliente.

Nasceu de mim.
Assim surgiu o Safra 79. O nome veio de uma frase que uma amiga me disse:

“Da safra de 1979 vêm as melhores pessoas.”

Eu nasci em 1979.
E gosto de pensar que essa safra representa mais do que um ano.
Representa uma vida inteira de transformações, encontros, recomeços, descobertas e histórias.
O Safra 79 é meu projeto autoral.
É onde quero reunir minhas expedições fotográficas, viagens, retratos urbanos, paisagens, arquitetura, documentários e projetos culturais.
Também é onde quero construir uma galeria de arte e um acervo de fotografias Fine Art.
Um lugar para guardar aquilo que encontrei pelo caminho.

O que ainda quero fotografar

Ainda quero conhecer muitos lugares.
Quero atravessar cidades.
Quero fotografar pessoas que nunca conheci.
Quero voltar para lugares que já conheci com outros olhos.
Quero realizar projetos culturais, fotografar shows e palcos, produzir documentários, fazer expedições e transformar algumas dessas histórias em livros, filmes, exposições e fotografias que possam permanecer.
Não sei exatamente onde tudo isso vai me levar.
E talvez essa seja uma das partes mais bonitas da fotografia.
Continuar caminhando.
Continuar olhando.
Continuar me reinventando.

O que quero deixar

No fim, acho que fotografo por uma razão bastante simples: não quero que as coisas desapareçam sem deixar vestígio.
Quero deixar um registro por onde passei.
Das pessoas que encontrei.
Dos lugares que conheci.
Das histórias que ouvi.
Das cidades que atravessei.
Dos trabalhos que construí.
Do mundo que existia enquanto eu estava aqui.
Quero que, daqui a muitos anos, essas imagens possam contar para outras pessoas como era o mundo que eu vi.
E quero que minha filha, Isis, possa encontrar um pouco de mim nesse acervo quando eu já não estiver aqui.
Talvez esse seja o meu maior projeto.

Deixar imagens para quando a memória já não for suficiente.

Yan Rissatti

Fotógrafo. Filmmaker.
Apaixonado por pessoas, histórias e lugares.

Números & Presença

Experiência em Ambientes Complexos

15+

Anos de Prática & Domínio Técnico

30+

Grandes Festivais Cobertos

Nascional

Documentação & Acervo Cultural

Portfólio & Arquivos Vivos

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